Entrevista: MARCELO REIS “Vivemos uma crise cultural que faz com que ideias não se revelem” – Instituto Casa da Photographia – SSA

Posted by on Feb 14, 2016 in ARTISTAS, ENTREVISTAS, ENTREVISTAS, FOTOGRAFIA, TEXTOS | No Comments

1145558_10201191427500718_457207206_o© Marcelo Reis “Autorretrato”

F&C: COMO A FOTOGRAFIA ENTROU NA SUA VIDA?

“Tinha fascínio e encantamento com o universo industrial, que é semelhante ao dos filmes de ficção científica de que gosto muito.”

MARCELO REIS: No inicio da década de 1990, fui eletricista industrial no Pólo Petroquímico de Camaçari (que fica a 46 km de Salvador) e, por fascínio e encantamento com o universo industrial que muito se assemelhava ao dos filmes de ficção científica de que gosto muito, passei a levar comigo uma câmera Yashica 35mm, com um filme de 36 posses colorido, para fazer fotografias do ambiente em que trabalhava, das máquinas, dos enormes tanques, enfim, daqule segundo mundo em que eu vivia. Passei a revelar filme após filme até que, por volta de 1992, saí do emprego, bastante cobiçado na época, e aceitei um convite das lojas Fotografa para ser vendedor em sua unidade da rua Chile, no centro da cidade.

A Fotografa foi uma escola para mim. Entrei como vendedor e saí como gerente da loja da Pituba, em 1996. O contato com os clientes me levou a conhecer o complexo universo da fotografia, até que fui convidado, ainda em 1996, por uma cliente que se tornou amiga, a Cristiana Souza, a ministrar um mine-curso. Dessa forma, minha fotografia vem da minha relação profissional com a fotografia em si, algo raro já que são poucos, muito poucos mesmo, os profissionais que, ao sairem do campo funcional, ingressaram em um trabalho autoral como fotógrafos, aqui na cidade.

Naquele momento minha fotografia era prematura, como uma criança reagindo aos primeiros impulsos da vida, o andar o ver, o sentir. Eu fotografava ao menos um filme de 36 posses em cromo por dia e isso foi me dando uma base, uma percepção, uma noção do que era ver e fotografar. Naquele momento, para mim, tudo parecia ser a mesma coisa… ou não. Tinha por prática ler a extinta revista Íris Foto (1947-1997), nela conheci os mais importantes fotógrafos brasileiros e me interessei pela foto-arte, na época um universo dominado pelo baiano Mario Cravo Neto (1947-2009) e pelo franco-brasileiro Pierre Verger (1902-1996), mas ainda bem distante dos demais fotógrafos praticantes.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

F&C: QUAIS FORAM AS SUAS PRINCIPAIS INFLUÊNCIAS?

“Ao saber que aquela era a ISABEL GOUVÊA que eu admirava, fiquei sem ar por alguns segundos.”

MR: Tive a sorte de conhecer e conviver com os fotógrafos que influenciaram diretamente meu trabalho. A primeira foi Isabel Gouvêa, fotógrafa paulista que vive em Salvador desde a década de 1970. Conheci Isabel nas páginas da Íris Foto e me encantei pelo seu trato com a luz e maneira como “dominava” as pessoas que fotografava. Era encantador ver seus trabalhos não apenas nas páginas das revistas mas também em exposições. Em uma tarde não muito movimentada na Fotografa, quando eu já era gerente no bairro da Pituba, tive o prazer de encontrar pela primeira aquela que, para mim, era e ainda é uma dama da fotografia. Ao saber que era ela, a Isabel que eu admirava, fiquei sem ar por alguns segundos até me dar por mim. Me encantava suas fotografias mas tambem a maneira como ela se relacionava com quem fotografava. Ela me fez entender que um bom fotógrafo não tem que ser apenas bom profissional mas também alguém que saiba chegar diante de seu modelo e esperar, alguém que entenda a condição do fotografado como o aspecto maior dessa relação. De Isabel, tomei como referência o respeito ao outro, o saber não somente ver, mas também ouvir.

“PIERRE VERGER fotografava com seus sentimentos, seus prazeres, seus medos.”

Uma outra influência foi Pierre Verger, que eu havia conhecido pouco antes. O efeito de sua fotografia em mim só veio à tona tempos depois, quando eu já tinha uma noção mais formada sobre fotografia. Pierre Verger fotografava com seus sentimentos, seus prazeres, seus medos. Será sempre necessário saber sobre nós mesmos para que possamos transcender e assim fazer uma fotografia livre de qualquer conceito prévio. Foi de Verger que adquiri a segurança e o prazer de fotografar as pessoas e as ruas da cidade de Salvador, que tanto amo. Dele também vem meu respeito pelos rituais religiosos de minha terra: sempre busco fotografar uma manifestação cultural ou religiosa como alguém que fotografa pela última vez, com a obrigação de fazer de maneira profunda, clara e envolvente. Me deixo levar pelos sons, cheiros e luzes, são esses elementos que conduzem minha fotografia e a minha vida.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

“Peguei a cadeira que ele sentou e separei, pois naquela cadeira havia sentado WALTER FIRMO!”

Porem, a parte visível do meu olhar, de onde tirei a essência da minha fotografia, veio do carioca Walter Firmo, que eu também já conhecia através das revistas, que era o que tínhamos na época. Quando o encontrei pessoalmente, por intermédio de uma amiga comum, a Lita Cerqueira, fotografa baiana que vive entre o Rio, Paris e Salvador, Walter estava de passagem pela cidade, realizando um série de entrevistas sobre profissões em extinção. Ele apareceu lá na Casa da Photographia para entrevistar Edson Porto (o Popó), então laboratorista de Pierre Verger, que colaborava comigo na Casa. Depois da entrevista, peguei a cadeira que ele sentou e separei, pois naquela cadeira havia sentado Walter Firmo!  Nos tornamos amigos, Walter passou a ministrar aulas sob a minha coordenação na Casa da Photographia e por muito tempo viajamos juntos, por diversas regiões do Brasil.

A fotografia colorida de Walter Firmo tem uma luz encantadora e eu sabia disso, só não sabia como ele enxergava tal luz. Durante nossas viagens, fui aos poucos abrindo os olhos, sem nunca lhe perguntar nada. Sabíamos o que queríamos e isso era o bastante. Dia apos dia, filme após filme, fui aos pouco descobrindo e na medida em que ia descobrindo ia absorvendo de maneira epidérmica, in loco. Walter reúne as qualidades dos fotógrafos que tenho como referência e a parte mais importante do meu acervo foi produzida durante o final de 1990 e a década de 2000 ao lado dele. Até o dia em que me senti seguro não só para “viajar” solo, como é o destino de todo fotógrafo, mas também para revelar minha própria luz, minhas pessoas. Agora eu era produto do meio em que vivi e daqueles com quem convivi, e ainda sou hoje.

“As fotografias de MÁRIO CRAVO NETO não queriam ser boas e por isso eram maravilhosas.”

Tempos depois conheci Mário Cravo Neto, também nas revistas mensais e, logo depois, pessoalmente. Ele passou a ser minha referência permanente, como um livro de cabeceira. Mário tinha uma coisa em suas fotografias que me encantava desde já: seus trabalhos sobre as ruas de Salvador era despretensioso, suas fotografias não queriam ser boas e por isso eram maravilhosas! Aos pouco fui descobrindo que ele era, desde a década de 1970, um artista completo e ainda é hoje, e como tal desejei um dia aproximar meu trabalho do dele. Não sei em que órbita estou mas me esforço a cada dia, não para imitar, mas para fotografar com sua magia, com sua luz, com suas sombras e suas texturas. São tantos os elementos presentes na fotografia de Mário Cravo Neto que passaríamos horas apenas analisado qualquer uma delas – falo das fotografias de rua, que me encantam mais.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

F&C: VOCÊ CRIOU A CASA DA PHOTOGRAPHIA NO FINAL DOS ANOS 90 COM UMA PROPOSTA DE APRENDIZADO. AQUELE ERA UM MOMENTO CRÍTICO DA ECONOMIA BRASILEIRA, QUANDO NÃO HAVIA AINDA UMA OFERTA SIGNIFICATIVA DE  EDUCAÇÃO EM FOTOGRAFIA. VOCÊ ENTROU NESSE CAMPO E TEVE SUCESSO. COMO FOI ESSA AVENTURA?

“Acho estranho a falta de comunhão que existe hoje, diferente da época da criação da Casa da Photographia, onde o maior ganho era o elemento aglutinador.”

MR: A Casa da Photographia foi criada em um momento de crise econômica e de certa forma também de crise de pensamento. Havia, aqui na Bahia, uma crise de informação, ao contrário do que temos hoje. Criar a Casa foi uma saída que encontrei para colaborar com a escassez de conhecimento, de atividades, de ações e políticas culturais voltadas para a fotografia. A primeira ideia que tive foi me associar com pessoas do circuito. Convidei profissionais importantes para  colaborarem com meu projeto e “tocar” a Casa ao meu lado, e deu certo. Nos primeiros eventos que fiz, já contei com a participação de nomes locais, porém de renome internacional. Bons nomes da fotografia atual aqui na Bahia passaram direta ou indiretamente pela Casa da Photographia, seja em nossos cursos ou em atividades diversas.

Hoje, como nos anos 90, vivemos duas crises: uma econômica e outra de conhecimento. A econômica, é mais política do que financeira. A de conhecimento, já não é por escassez de informação e sim de excesso. Hoje os profissionais que se aventuram no ensino – e são muitos – já começam “por cima”, já se auto-intitulam ‘Escola’ sem ter história alguma para crivar. Outros visam apenas a questão econômica pessoal, criando programas de aulas baseados em pesquisa de internet, e com isso colaboram pouco para com o fortalecimento do processo de conhecimento, principalmente por oferecem pouco do universo da fotografia brasileira, uma questão fundamental no ensino, ao meu ver. Acho estranho a falta de comunhão, diferente da época da criação da Casa, onde o maior ganho era o elemento aglutinador, através das relações criadas entre instituições e profissionais. Hoje vemos poucas ações desse tipo.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

F&C: FOI MUITO INTERESSANTE A SUA ASSOCIAÇÃO COM O GRANDE LABORATORISTA EDSON PORTO (POPÓ), FIGURA ESSENCIAL PARA A FOTOGRAFIA PB NA BAHIA. COMO FOI ESSA RELAÇÃO E POR QUE ELA FOI INTERROMPIDA?

“A crise de conhecimento que faz nascer e morrer as coisas, acabou por aniquilar a prática da revelação em preto e branco, em detrimento da fotografia digital”

MR: Minha relação com Edson Porto (Popó), foi parte da estratégica de fortalecimento das ações da Casa da Photographia. Popó foi o laboratorista de Pierre Verger e isso foi determinante, pois ele era muito bom no que fazia. Verger fez dele um excelente profissional e com isso ajudou muitos fotógrafos a ter fotos bem reveladas por ele. Trabalhamos juntos durante anos, porém a crise de conhecimento que faz nascer e faz morrer as coisas, acabou por aniquilar a prática da revelação em preto e branco, em detrimento da fotografia digital. Houve dois problemas: um era econômico mesmo, já que o preço do processo analógico ficou demasiadamente alto para o padrão e a cultura dos fotógrafos locais; o outro era o processo digital, que fazia com que os fotógrafos, mesmo que ainda imaturos, mergulhassem no mundo infinito do sistema digital, ainda totalmente desconhecido. Tudo isso foi colaborando aos poucos para com o ‘enterro’ do sistema fotográfico analógico na Bahia e atingiu diretamente a atuação do Popó na Casa da Photographia. Sem clientes e sem alunos para estudar o maravilhoso mundo do P&B, fomos obrigados a desativar nosso laboratório. Com isso, Popó ficou um tempo trabalhando em casa e depois se mudou em definitivo para Vitória do Espiro Santo, de onde não tivemos mais noticias.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

F&C: VOCÊ TAMBEM CRIOU O “AGOSTO DA FOTOGRAFIA”. COMO ERA O FESTIVAL? ELE AINDA EXISTE OU FOI EXTINTO?

“Grandes mostras vieram à Bahia através do festival, criando uma nova cultura no que tange à atividades expositivas e de pensamento na fotografia local.”

MR: O “A Gosto da Fotografia” foi criado em 2004 com o intuito de atender uma demanda de conhecimento e atividades inexistentes na área, na cidade do Salvador. Mas uma vez, usei da estratégica de envolver nomes de peso da fotografia brasileira para fortalecer a fotografia local; parte dessa estratégia foi a parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, viabilizada pelo curador convidado Diógenes Moura – na ocasião curador geral da Pinacoteca – que garantiu a participação de nomes nacionais e internacionais da fotografia, dentre os quais o fotógrafo, pesquisador, historiador e professor Boris Kossoy, alem de Tomaz Farkas, Mário Cravo Neto e outros. Grandes mostras vieram para a Bahia através do festival, criando uma nova cultura no que tange à atividades expositivas e de pensamento, na fotografia local. Mas a crise, desta vez na cultura, fez com que as políticas para a fotografia fossem enfraquecidas. Patrocinadores passaram a apoiar festivais de música e cinema que, acredito, lhes oferecem mais visibilidade. Com isso, fomos obrigados, por força das circunstâncias, a aguardar uma mudança de mentalidade dos gestores de cultura sobre as políticas para a área da fotografia, para propor uma nova edição do festival. Deste modo, o “A Gosto da Fotografia” não foi extinto, ele ainda existe sim, contudo estamos com a sua produção suspensa, porém organizada, no aguardo de uma proposta de patrocínio que venha atender as condições do nosso projeto.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

F&C: COMO VOCÊ VÊ A FOTOGRAFIA BRASILEIRA HOJE?

“Vivemos nas mãos de poucos curadores que produzem projetos por parceria pessoal, por engajamento financeiro, e pouca pesquisa de campo.”

MR: Em crise. Existe uma crise cultural que faz com que as ideias não sejam reveladas. Vemos hoje as relações pessoais e financeiras dominando o cenário mais do que propriamente as inovações, as produções e as pesquisas. As feiras de arte ou salões trazem artistas novos com ideias velhas. Existem poucas pesquisas, por um lado por falta de apoio financeiro, por outro, por falta de interesse dos artistas em buscarem novos caminhos. Tenho a impressão de que estamos à espera de grandes tragédias para que possamos produzir nossos acervos, sejam eles artísticos, documentais ou jornalísticos.

Os livros lançados no Brasil têm, em sua maioria, imagens decorativas. Livros de mesa de sala, verdadeiros portfólios particulares. Livros de arte com pesquisas, textos e abundância de imagens oriundas da pesquisa profunda, são poucos. Por outro lado ainda, vivemos nas mãos de poucos curadores que produzem projetos por parceria pessoal, por engajamento financeiro, e pouca pesquisa de campo. Vemos exposições vazias de pensamento em projetos ricos financeiramente, o que reforça a minha ideia sobre o domínio atual dos curadores sobre a produção nacional. Temos ainda alguns bons nomes que produzem, independente desta área conceitual que abstrai cada vez mais nossa imagem brasileira.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

F&C: COMO VOCÊ VÊ A FOTOGRAFIA BAIANA HOJE NO CONTEXTO DESSE MOVIMENTO DE “FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA” QUE TOMOU FORÇA NO BRASIL NA ÚLTIMA DÉCADA?

“Há essa falta de visão acerca da produção baiana, os curadores fazem pouca pesquisa em nossos acervos.”

MR: Temos poucos nomes que despontaram no cenário nacional. A meu ver, a Bahia é pouco vista como fonte produtora de nomes – hoje Minas Gerais, por exemplo, está bem à frente neste contexto. Parte dos artistas contemporâneos na fotografia que vemos hoje na Bahia, são fotógrafos que, não se sabe a razão, mudaram de rumo, seja para atender às galerias e ao mercado editorial (mesmo que muito fraco), seja por novas buscas pessoais que se mostram sempre superficiais. Mas essa não é uma crise local, é nacional, talvez mundial. Então, em particular há essa falta de visão acerca da produção baiana, os curadores fazem pouca pesquisa em nossos acervos. Aqueles que aparecem no cenário nacional já são fotógrafos tradicionais, com pouca produção contemporânea.

Marcelo Reis© Marcelo Reis

F&C: QUAIS SÃO SEUS PROJETOS PARA O FUTURO?

“Preciso descobrir que caminhos me trouxeram até aqui e rever meus arquivos será determinante, como uma viagem no tempo.”

O meu futuro está baseado no meu passado. Preciso descobrir que caminhos me trouxeram até aqui. Rever meus arquivos será determinante, como uma viagem no tempo. Tenho editados meus cromos e negativos PB produzidos entre as décadas de 1990 e 2000 – já tenho uma seleção de 1.000 imagens, nesta primeira investida. Coisas incríveis que produzi sem saber ao certo o que estava fazendo, imagens que representam, hoje, o meu olhar. O que estrou produzindo agora, ainda não sei para que serve, deixarei guardado por mais uma década ou duas e depois de me debruçarei sobre tudo. É como uma colheita de uvas para vinhos.

Tenho também trabalhado na publicação do livro “Retratos Sem Retoques 2015″, que produzi sobre o FotoBahia, um grupo de fotógrafos baianos que atuam no estado desde o final da década de 1970. É, eu diria, quase uma biografia do grupo, já editada e em fase de revisão; logo devo entrar na fase de busca por patrocínio. Uma vez que em 2018 o grupo fará 40 anos, nada melhor que um livro que resgate a importância desses fotógrafos. Paralelo ao projeto ao livro, já em andamento, estou pesquisando com mais afinco sobre os fotógrafos baianos que atuaram no século XX, com o objetivo de produzir um dicionário da fotografia baiana. A ideia surgiu durante a pesquisa para o livro do FotoBahia. Na verdade, a descoberta da história dos fotógrafos entrevistados me levou a vislumbrar a possibilidade de um produto mais abrangente, um dicionário, onde constará não apenas os nomes, mas também a naturalidade, o tipo de trabalho, a década em que mais produziu, enfim, um modesto banco de dados sobre a vida e obra de uma centena ou mais de artistas.

Por fim, estou também investindo na academia: uma pós-graduação em Gestão Cultural iniciada em 2016 com fim previsto para 2017 me dará uma melhor relação com este ambiente com o qual convivo desde a década de 1990. Em tempo, penso também em uma experiência na docência acadêmica; imagino que posso colaborar com meus conhecimentos adquiridos “aqui fora”.

______________

Marcelo Reis é jornalista, fotógrafo, professor de fotografia, produtor cultural, diretor do Instituto Casa da Photographia e do Festival A Gosto da Fotografia. Editor da revista NUOLHAR e coordenador do projeto CAMERA LATA também escreve sobre fotografia e atua como curador. Expôs seu trabalho autoral nas principais galerias da Bahia, Brasil e outros países. Nasceu, vive e trabalha em Salvador. 
http://marceloreis.46graus.com/
http://www.casadaphotographia.org