Iaçu Cult

Posted by on Sep 3, 2012 in CULTURA, FOTOGRAFIA, HOME, INTERIOR, MEMÓRIA | No Comments

A fotografia instantânea foi inventada ainda no séc. XIX, com a primeira Kodak[1], iniciando uma revolução que tornou acessível a técnica fotográfica, até então bastante complexa. Mais tarde, por volta dos anos 1960, o gênero se massificou e quase todas as famílias de classe média adquiriram a sua própria câmera. No Brasil e, mais precisamente, no interior da Bahia, não foi diferente.

A estética das fotografias instantâneas migrou para a arte contemporânea através do trabalho de artistas como a americana Nan Goldin e o inglês Richard Billighan, que se utilizaram de registros cotidianos de amigos e familiares, fotografados com técnica imperfeita, desfoques, flashes excessivos, super e sub-exposições, com os quais compuseram seus trabalhos artísticos. No último ano, viu-se a popularização do Istagram, um aplicativo do I-Phone, que reproduz a estética imprefeita desse tipo de fotografia.

As imagens aqui apresentadas foram emprestadas da IAÇU CULT, página no Facebook que reúne fotografias coletadas dos moradores da cidade de Iaçu-Bahia. Escolhemos algumas das poucas instantâneas coloridas, características das câmaras “Instamatic”, bastante populares nos anos 1960s e 1970s.

Instamatic era o nome de uma série de cameras 126 e 110, baratas e fáceis de carregar, feitas pela Kodak em 1963. A Instamatic foi extremamente bem sucedida, introduzindo uma era da fotografia de baixo custo e produzindo uma imensa gama de imitadores.

 


[1] Trata-se da primeira Kodak, criada por George Eastman em 1888, sob o slogan “Você aperta o botão e nós fazemos o resto”.

 

A página IAÇU CULT, entretanto, tem um número muito mais significativo de fotografias em preto-e-branco. Leia o artigo de Débora Dias: http://www.fotografiaecultura.com/2012/09/03/a-memoria-em-imagens-debora-dias/

 

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